Quem pretende viajar de Porto Velho (RO) a Manaus (AM) pela BR-319 precisa ficar atento às condições da rodovia. Apesar dos serviços de recuperação e das obras em andamento, parte do percurso continua sem pavimentação, enquanto pontes e travessias de balsa seguem entre os principais desafios para quem depende da ligação terrestre entre as duas capitais.
 
Em um relato sobre as condições da estrada, Remídio Monai, diretor da Amatur, apresentou um panorama dos serviços em andamento e dos problemas enfrentados por empresas de transporte e motoristas que utilizam a rodovia regularmente.
 
Como estão as condições da BR-319?
 
 
Segundo Monai, os primeiros 190 quilômetros a partir de Manaus estão sendo mantidos em boas condições. Nesse segmento, ele também destaca a reconstrução das pontes sobre os rios Autaz-Mirim e Curuçá.
 
No chamado lote C, as obras dos 20 quilômetros já licitados estão avançadas. Para outros 32 quilômetros, a previsão informada pelo diretor é de licitação para o início dos trabalhos no próximo verão.
 
Outro ponto é a ponte sobre o rio Igapó-Açu, que já recebeu ordem de serviço. De acordo com Monai, a previsão apresentada para a conclusão da estrutura é de aproximadamente três anos.
 
Trecho do meio ainda tem partes sem asfalto
 
 
Um dos principais desafios para quem percorre a BR-319 está no chamado trecho do meio, onde ainda não há uma definição concreta para a pavimentação. Segundo o diretor da Amatur, o avanço depende de licenciamento, recursos financeiros e outras providências.
 
Enquanto isso, continuam os serviços de manutenção da estrada e de mais de 50 pontes de madeira. Também foram emitidas ordens de serviço para a construção de três pontes de médio porte nesse segmento.
 
Nas proximidades de Realidade, no Amazonas, há obras de asfaltamento em aproximadamente 30 quilômetros. Monai também relata a reconstrução de cerca de 40 quilômetros de pavimento a partir do entroncamento de Lábrea, em direção a Realidade.
 
Já no trecho entre Humaitá e Porto Velho, seguem os trabalhos de recuperação do asfalto.
 
Chuva e poeira exigem atenção durante a viagem
 
As condições da estrada mudam conforme a época do ano. Segundo Monai, durante o inverno amazônico, a pista pode ficar muito lisa e escorregadia. No verão, a poeira se torna um problema para os motoristas.
 
Essas condições exigem atenção redobrada, principalmente nos trechos sem pavimentação e nas áreas em que a circulação depende das condições do solo e da manutenção das estruturas.
 
Por isso, quem pretende viajar pela BR-319 deve considerar que o tempo de deslocamento pode variar conforme o clima e as condições encontradas ao longo do caminho.
 
Balsa do Ceasa ainda é um problema
 
Além da situação da estrada, o diretor da Amatur aponta limitações no funcionamento da balsa do Ceasa, em Manaus, que, segundo ele, ainda não opera durante 24 horas.
 
A restrição pode dificultar o planejamento das viagens e limitar o fluxo de veículos, especialmente para quem depende da travessia para realizar deslocamentos e transportar passageiros.
 
O que esperar de quem vai de carro a Manaus?
 
O relato de Monai aponta avanços na recuperação de trechos da BR-319, mas também mostra que ainda existem desafios relacionados à pavimentação, às pontes e às travessias de balsa.
 
Para quem sai de Porto Velho com destino a Manaus, é importante acompanhar as condições da rodovia antes de viajar, planejar o deslocamento com margem para imprevistos e redobrar a atenção nos trechos de terra, especialmente durante o período chuvoso.
 
A continuidade das obras e a definição de prazos para os segmentos ainda sem pavimentação são apontadas pelo diretor como medidas necessárias para melhorar a segurança e a previsibilidade das viagens entre Rondônia e Amazonas.