Cinco ambulâncias novas destinadas ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão paradas há cerca de quatro meses no pátio do Hospital Materno-Infantil de Cacoal, em Rondônia. Os veículos chegaram ao município em julho, mas ainda não começaram a atender a população.
 
O prefeito de Cacoal, Tony Pablo, explicou que a entrega das ambulâncias não garante, por si só, o início do serviço. Segundo ele, a implantação do Samu depende da contratação de profissionais, da adequação de espaços físicos e da aquisição de equipamentos e insumos necessários ao funcionamento das equipes.
 
“Só as ambulâncias não é suficiente para implementar um serviço de Samu no município de Cacoal, até porque é um serviço regionalizado que vai atender diversos municípios”, afirmou o prefeito.
 
Serviço exige estrutura e equipes especializadas
 
De acordo com Tony Pablo, o funcionamento do Samu exige equipes multidisciplinares de saúde e uma estrutura adequada para atender às ocorrências de emergência. O gestor destacou que a prefeitura ainda precisa viabilizar as condições necessárias para colocar os veículos em operação.
 
O prefeito também informou que a manutenção do serviço em Cacoal tem custo estimado em aproximadamente R$ 10 milhões mensais, valor que exige participação financeira das esferas federal, estadual e municipal.
 
 
Segundo ele, o município recebeu as ambulâncias, mas não dispõe de recursos próprios suficientes para custear sozinho toda a estrutura necessária ao atendimento.
 
Transição política atrasou definição de recursos
 
Tony Pablo atribuiu parte das dificuldades ao período de transição política e orçamentária nas esferas estadual e federal. Conforme o prefeito, a definição do financiamento depende de articulações para garantir os recursos necessários à implantação do serviço.
 
A administração municipal afirma que continua buscando alternativas para viabilizar o funcionamento do Samu em Cacoal, incluindo a contratação de profissionais e a aquisição dos materiais necessários.
 
Enquanto as medidas não são concluídas, as cinco ambulâncias permanecem sem uso, e a implantação do atendimento móvel de urgência segue pendente no município.