O BYD Dolphin Mini se tornou um dos principais nomes do mercado de carros elétricos no Brasil. Com forte presença nas vendas ao consumidor final, o modelo conquistou espaço principalmente entre quem procura um veículo compacto para a rotina urbana. Mas, apesar da popularidade, o hatch também apresenta limitações que devem ser consideradas antes da compra.
Em avaliação publicada pela Autoesporte, a versão GS 2027 foi analisada em diferentes situações de uso, incluindo testes de desempenho, consumo e comportamento ao volante. O resultado apontou cinco características que favorecem o modelo e outras cinco que podem pesar na decisão de compra.
O QUE FAZ O DOLPHIN MINI VALER A PENA
Um dos principais destaques é o espaço interno. Apesar das dimensões compactas, o modelo aproveita bem os 2,50 metros de entre-eixos e oferece bom espaço para os ocupantes dos bancos traseiros. O assoalho plano também contribui para o conforto, especialmente para quem viaja atrás.
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A autonomia é outro ponto positivo. A bateria Blade de 38 kWh tem alcance declarado de 280 quilômetros pelo Inmetro, mas, durante a avaliação, o computador de bordo chegou a projetar aproximadamente 300 quilômetros. O resultado depende das condições de utilização, velocidade e estilo de condução.
O acabamento interno também surpreendeu positivamente. O modelo utiliza revestimentos de toque macio em partes do painel e do console, bancos em couro sintético e apresenta bom encaixe dos componentes. A lista de equipamentos inclui seis airbags, freio de estacionamento eletrônico, controle de cruzeiro, câmera de ré e sensores de estacionamento traseiros.
OS PONTOS QUE MERECEM ATENÇÃO
Entre as limitações, o desempenho aparece como uma das principais ressalvas. O motor elétrico entrega 75 cv e 13,8 kgfm de torque. Embora tenha respostas interessantes em velocidades baixas, perde fôlego conforme a velocidade aumenta. Nos testes citados pela publicação, a aceleração de zero a 100 km/h levou 14,5 segundos, o que exige mais planejamento em ultrapassagens e situações rodoviárias.
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O porta-malas também é limitado, com capacidade para apenas 230 litros. Outro detalhe é a ausência de estepe: o veículo oferece um kit de reparo de pneus, que não resolve situações como cortes laterais ou danos mais graves.
A lista de equipamentos também apresenta algumas economias. O modelo possui apenas um limpador dianteiro, não conta com limpador traseiro e não oferece iluminação de cortesia no teto para os ocupantes do banco traseiro. Além disso, o banco traseiro não é bipartido.
O isolamento acústico completa a lista de pontos negativos. Ruídos de motocicletas, caminhões, ônibus e do contato dos pneus com o asfalto são percebidos com facilidade dentro da cabine, especialmente em velocidades mais elevadas.
UM ELÉTRICO COM FOCO NA CIDADE
A avaliação mostra que o Dolphin Mini GS 2027 tem características que ajudam a explicar sua popularidade, principalmente o espaço interno, o acabamento e a eficiência no uso urbano. Por outro lado, o desempenho mais limitado, o porta-malas pequeno e a ausência de estepe podem representar obstáculos para quem pretende utilizar o veículo em viagens frequentes ou precisa de maior capacidade de bagagem.
A escolha depende, portanto, do perfil de utilização. Para deslocamentos urbanos e trajetos diários, o compacto elétrico reúne atributos interessantes. Já para quem procura maior desempenho rodoviário e versatilidade para transportar bagagens, vale considerar suas limitações antes de fechar negócio.