O mercado brasileiro de veículos eletrificados voltou a registrar um desempenho histórico em maio de 2026. De acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), foram emplacadas 44.981 unidades entre automóveis e comerciais leves eletrificados no período, estabelecendo um novo recorde para o segmento.
 
O resultado representa um crescimento de 170,3% em relação a maio de 2025, quando foram comercializadas 16.641 unidades. Na comparação com abril deste ano, que registrou 38.516 emplacamentos, a alta foi de 16,8%.
 
Com o avanço das vendas, os eletrificados passaram a representar 17% de todo o mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves em maio. Há um ano, essa participação era de apenas 7,8%, demonstrando a rápida expansão da tecnologia no país.
 
Os números também mostram que os veículos com recarga externa seguem liderando a preferência dos consumidores. Dos quase 45 mil eletrificados vendidos em maio, 36.795 eram modelos plug-in, o equivalente a 82% do total.
 
Entre eles, os veículos 100% elétricos (BEV) responderam por 20.974 unidades, enquanto os híbridos plug-in (PHEV) somaram 15.821 emplacamentos. Já os híbridos convencionais (HEV) registraram 4.273 unidades vendidas, e os híbridos flex (HEV Flex) alcançaram 3.913 emplacamentos.
 
Outro dado que chama atenção é o crescimento da produção nacional. Segundo a ABVE, os veículos eletrificados fabricados ou montados no Brasil responderam por 39% das vendas registradas em maio. No mesmo período do ano passado, essa participação era de apenas 6%.
 
Em contrapartida, a presença dos modelos importados caiu de 94% para 61%, indicando o fortalecimento da indústria nacional e o aumento dos investimentos em eletrificação dentro do país.
 
Para a associação, o crescimento da produção local tende a impulsionar toda a cadeia da eletromobilidade, incluindo infraestrutura de recarga, desenvolvimento de baterias e expansão do setor de autopeças.
 
Os resultados de maio reforçam uma tendência observada ao longo de 2026: os veículos eletrificados deixaram de ocupar um espaço restrito no mercado brasileiro e passam a ter participação cada vez mais relevante nas vendas de automóveis novos.