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Alto custo para manter carro impulsiona uso de bicicletas elétricas e autopropelidos no Brasil

Combustível, IPVA e manutenção pesam no orçamento e aceleram busca por alternativas mais econômicas

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Alto custo para manter carro impulsiona uso de bicicletas elétricas e autopropelidos no Brasil

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

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O aumento dos custos para manter um carro está mudando os hábitos de mobilidade dos brasileiros. Com despesas cada vez maiores envolvendo combustível, IPVA, seguro e manutenção, cresce o número de pessoas que passam a optar por bicicletas elétricas e veículos autopropelidos nos deslocamentos urbanos.
 
Dados da Abraciclo mostram que a produção de bicicletas elétricas no Brasil chegou a 5.447 unidades em março, representando crescimento de 142,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
 
Custos do carro pressionam orçamento
 
Segundo levantamentos do setor, apenas os gastos com combustível podem ultrapassar R$ 800 por mês para muitos motoristas. Quando entram na conta despesas como revisões, trocas de peças, estacionamento e seguro, o custo mensal de um carro pode ultrapassar facilmente a faixa dos R$ 1 mil.
 
Já nos autopropelidos e bicicletas elétricas, os custos tendem a ser significativamente menores. A recarga elétrica possui impacto reduzido em relação à gasolina ou etanol, enquanto a manutenção costuma ser mais simples.
 
Além disso, muitos desses veículos não exigem pagamento de IPVA, licenciamento ou seguro obrigatório, dependendo da categoria.
 
Trânsito também influencia mudança
 
Outro fator que impulsiona o crescimento desse mercado é o trânsito intenso nas cidades. Em grandes centros urbanos, veículos leves conseguem manter deslocamentos mais rápidos e previsíveis, especialmente em horários de pico.
 
A possibilidade de utilizar ciclovias e escapar dos congestionamentos tornou bicicletas elétricas e autopropelidos alternativas cada vez mais atrativas para trajetos curtos e médios.
 
Regra facilita uso sem CNH
 
De acordo com a Resolução Contran nº 996/2023, parte dos veículos autopropelidos pode circular sob regras semelhantes às das bicicletas, desde que respeitem limites técnicos de potência e velocidade.
 
Nesses casos, não há exigência de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), emplacamento ou pagamento de IPVA.
 
A medida ajudou a ampliar o interesse por esse tipo de transporte, principalmente entre consumidores que passaram a reavaliar o carro como principal solução de mobilidade urbana.
 
Mercado segue em expansão
 
Com custos menores e maior praticidade nos centros urbanos, o segmento de bicicletas elétricas e autopropelidos continua em expansão no Brasil.
 
A tendência é que o crescimento continue nos próximos anos, impulsionado tanto pelo aumento dos custos do transporte tradicional quanto pela busca por alternativas mais sustentáveis e econômicas.

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