A motocicleta se tornou uma importante ferramenta de trabalho para milhões de brasileiros, principalmente entre entregadores e profissionais que dependem do veículo para gerar renda. Ao mesmo tempo, contratar um seguro tradicional nem sempre é simples: o custo pode ser elevado e alguns perfis de motociclistas encontram restrições ou condições específicas para conseguir cobertura.
Nesse cenário, a proteção veicular aparece como uma alternativa para quem busca amparo em situações como roubo, furto, colisão, perda total ou pane. O modelo costuma ter mensalidade mais acessível e adesão menos burocrática, mas possui funcionamento diferente do seguro tradicional.
Segundo dados citados na matéria, as motocicletas representam 28% da frota nacional, com mais de 34 milhões de unidades em circulação. O crescimento da categoria está relacionado ao custo mais baixo em relação aos automóveis, à economia no uso diário e também à possibilidade de geração de renda.
Por que o seguro de moto pode ser mais caro?
A diferença de preço está diretamente relacionada ao nível de risco. Motocicletas ficam mais expostas a roubos, furtos e acidentes, fatores que aumentam a possibilidade de acionamento da cobertura.
A situação pode ser ainda mais complicada para quem utiliza a moto profissionalmente. Entregadores e outros trabalhadores passam mais tempo circulando pelas ruas e, por isso, podem encontrar seguros com valores mais elevados ou restrições específicas para esse tipo de utilização.
Para quem depende da motocicleta para trabalhar, a falta de proteção pode representar não apenas o prejuízo com o veículo, mas também a interrupção da própria fonte de renda.
Como funciona a proteção veicular?
Diferentemente do seguro tradicional, a proteção veicular funciona por meio de uma associação baseada no mutualismo. O motociclista se torna associado e participa de um sistema coletivo destinado a amparar os integrantes diante dos eventos previstos nas regras da entidade.
Na prática, os participantes realizam pagamentos periódicos que ajudam a formar os recursos utilizados para cobrir os prejuízos previstos no regulamento quando um associado sofre um evento coberto.
Por isso, antes de contratar, o motociclista precisa analisar cuidadosamente o regulamento, as coberturas, as exclusões, as condições para indenização, eventuais participações no prejuízo e os prazos de atendimento.
Mensalidade mais baixa é um dos principais atrativos
Um dos argumentos utilizados pelas entidades de proteção veicular é justamente o custo. A modalidade pode apresentar mensalidades menores e um processo de adesão mais simples do que o encontrado em determinadas modalidades de seguro tradicional.
Mas o preço não deve ser o único critério na escolha.
Uma mensalidade mais barata pode significar diferenças importantes nas condições de cobertura. Por isso, o motociclista deve verificar exatamente quais situações estão incluídas antes de aderir ao serviço.
Entregadores estão entre os principais interessados
A modalidade também encontra um público importante entre os motociclistas profissionais. Dados do IBGE apontam que 1,1 milhão de pessoas trabalhavam com motocicletas no Brasil em 2024.
Para quem utiliza a moto como instrumento de trabalho, ficar sem o veículo após um roubo, furto ou acidente pode significar também ficar sem renda durante o período de recuperação ou substituição.
Por isso, além da cobertura do veículo, os serviços de assistência podem fazer diferença na contratação.
Assistência 24 horas pode incluir vários serviços
Dependendo da associação e do plano contratado, a proteção pode oferecer serviços de assistência ao motociclista em situações de emergência.
Entre os serviços que podem estar disponíveis estão:
- Guincho;
- Socorro mecânico;
- Troca de pneu;
- Recarga de bateria;
- Chaveiro;
- Assistência em caso de pane seca.
As condições, limites e disponibilidade desses serviços variam de acordo com o contrato e o regulamento da entidade.
O que analisar antes de contratar?
Antes de escolher uma proteção veicular para a moto, o motociclista deve evitar comparar apenas o valor da mensalidade. É importante verificar o que realmente está coberto e em quais condições.
Entre os principais pontos estão:
- Coberturas: confira se roubo, furto, colisão e perda total estão incluídos.
- Exclusões: veja quais situações não dão direito ao benefício.
- Uso profissional: quem trabalha com entregas deve confirmar se essa utilização é aceita pelo plano.
- Indenização: entenda como o valor será calculado e quais são as condições para recebimento.
- Participação: verifique se existe algum valor que deverá ser pago pelo associado em caso de evento.
- Assistência: confira quais serviços estão disponíveis e quais são os limites de utilização.
No fim, a proteção veicular pode ser uma alternativa para motociclistas que encontram dificuldades ou preços elevados no seguro tradicional. Porém, o custo mais baixo só faz sentido quando o consumidor entende exatamente quais riscos está contratando para proteger e quais ficam de fora.