A Honda anunciou o fim da produção do Prologue, seu primeiro SUV totalmente elétrico. Lançado em 2023 com a missão de marcar a entrada da fabricante japonesa no segmento de veículos movidos exclusivamente a bateria, o modelo deixará de ser comercializado nos Estados Unidos após o encerramento do ano-modelo 2026.
A decisão foi motivada pelo baixo desempenho comercial. No primeiro semestre de 2026, o Prologue registrou 8.407 unidades vendidas, uma queda de 48,5% em relação ao mesmo período do ano passado, tornando-se um dos veículos menos vendidos da Honda no mercado norte-americano.
SUV nasceu da parceria com a General Motors
O Prologue foi desenvolvido por meio de uma parceria entre Honda e General Motors, utilizando a plataforma Ultium, a mesma empregada no Chevrolet Blazer EV.
O SUV mede 4,87 metros de comprimento, tem 3,09 metros de entre-eixos e foi lançado com opções de tração dianteira e integral.
Na versão de entrada, o conjunto elétrico entrega 223 cavalos de potência e autonomia de até 496 quilômetros pelo ciclo americano EPA. Já a configuração com dois motores elétricos desenvolve 304 cv, com autonomia estimada em 455 quilômetros.
Honda muda estratégia para eletrificação
O encerramento do Prologue acontece poucos meses após a Honda rever seus investimentos em veículos elétricos.
Recentemente, a fabricante cancelou parte do desenvolvimento de uma nova família de modelos totalmente elétricos e passou a priorizar a expansão da linha de veículos híbridos.
Segundo a empresa, a nova estratégia prevê o lançamento de 13 modelos híbridos até 2030, apoiados por uma plataforma inédita chamada PF2, que promete reduzir custos de produção e aumentar o compartilhamento de componentes entre diferentes veículos.
Meta é vender 1,3 milhão de híbridos por ano
A Honda estima comercializar cerca de 1,3 milhão de veículos híbridos por ano até 2030.
Entre os modelos que deverão adotar a nova tecnologia estão futuras gerações de veículos já conhecidos do público, como Civic, HR-V, CR-V e Fit.
Mesmo com o encerramento do Prologue, a montadora informou que continuará oferecendo suporte aos proprietários do modelo, incluindo assistência técnica, fornecimento de peças e garantia por meio da rede de concessionárias.
A decisão reforça uma tendência observada em parte da indústria automotiva mundial: diante do ritmo mais lento de crescimento dos veículos totalmente elétricos em alguns mercados, diversas fabricantes passaram a direcionar seus investimentos para os modelos híbridos, considerados uma alternativa de transição para a eletrificação.