Modelo intermediário será produzido no Brasil e terá versões cabine simples e dupla
A GWM já trabalha no desenvolvimento de uma nova picape intermediária voltada ao mercado brasileiro. O projeto, apurado durante o Salão de Pequim 2026, terá posicionamento semelhante ao da futura Volkswagen Tukan, ficando entre modelos como Fiat Strada e Fiat Toro.
A proposta é oferecer um veículo com maior apelo de volume, menor custo e foco direto no consumidor brasileiro, com lançamento previsto para 2028.
PROJETO NACIONAL E POSICIONAMENTO
Diferentemente de outros modelos globais da marca, a nova picape será desenvolvida especificamente para o Brasil. O modelo terá cerca de 4,80 metros de comprimento e entre-eixos próximo de 2,80 m, dimensões alinhadas à estratégia da concorrência.
Um dos diferenciais será a oferta de versões com cabine simples e cabine dupla, ampliando o alcance tanto para uso comercial quanto familiar.
PLATAFORMA E MOTORIZAÇÃO
A picape compartilhará a plataforma One com um novo SUV compacto que a GWM também prepara para o país. Parte da estrutura da carroceria será comum até a coluna B, enquanto a traseira será exclusiva da caminhonete.
Nas versões de entrada, o modelo deve contar com motor 1.0 turbo flex, sem eletrificação. Já as configurações mais completas devem trazer motor 1.3 turbo associado a sistema híbrido pleno, entregando maior eficiência energética.
PRODUÇÃO NO ESPÍRITO SANTO
A produção será realizada na futura fábrica da GWM em Aracruz, projeto desenvolvido em parceria com o governo estadual. A unidade ficará a cerca de 83 km de Vitória.
O complexo terá área aproximada de 1,7 milhão de metros quadrados e capacidade produtiva de até 200 mil veículos por ano. O investimento faz parte do plano de R$ 10 bilhões da montadora no Brasil até 2032.
A estrutura contará com etapas completas de produção, incluindo estamparia, soldagem, pintura e montagem final, ampliando o nível de nacionalização dos veículos.
ESTRATÉGIA DE MERCADO
Com a nova picape, a GWM reforça sua estratégia de expansão no país, mirando um dos segmentos mais relevantes do mercado nacional. A aposta em versões híbridas e na produção local deve aumentar a competitividade frente às rivais já consolidadas.
O projeto também evidencia o foco da marca em adaptar seus produtos às demandas específicas do consumidor brasileiro, especialmente em categorias de alto volume.