Tratado entre Europa e Mercosul prevê redução de impostos sobre veículos e autopeças e pode mudar o mercado automotivo nos próximos anos
O que é o acordo
O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul foi aprovado de forma provisória nesta sexta-feira (9), após mais de 25 anos de negociações. Ele cria regras para facilitar o comércio entre os dois blocos, reduzindo impostos sobre diversos produtos, incluindo veículos e autopeças.
O que muda para o consumidor
Carros fabricados na Europa poderão chegar ao Brasil pagando menos impostos. Hoje, um veículo europeu paga até 35% de taxa de importação. Com o acordo, esse imposto será reduzido gradualmente, o que tende a deixar esses modelos mais baratos e aumentar a concorrência no mercado brasileiro.
Impacto para a indústria brasileira
As montadoras que produzem no Brasil também ganham novas oportunidades. Elas poderão exportar carros e peças para a Europa com menos barreiras, o que pode aumentar as vendas, gerar mais empregos e atrair investimentos para o setor automotivo.
Além disso, a entrada de veículos europeus mais modernos e competitivos deve pressionar a indústria nacional a evoluir, trazendo mais tecnologia e qualidade para os carros vendidos no país.
Autopeças e tecnologia
A redução de impostos também vale para o setor de autopeças. Peças fabricadas no Brasil poderão ser vendidas com mais facilidade para a Europa, enquanto componentes europeus, muitas vezes mais tecnológicos, poderão chegar ao Brasil por um custo menor, acelerando a modernização da frota.
Proteção e prazos
O acordo prevê mecanismos de proteção para o Brasil. Caso a entrada de carros europeus prejudique a indústria nacional, o governo poderá suspender a redução dos impostos por até três anos, com possibilidade de prorrogação.
Apesar da aprovação inicial, o tratado ainda precisa ser analisado e aprovado pelos parlamentos dos países envolvidos, incluindo o Congresso Nacional. Além disso, a redução dos impostos será feita de forma gradual, ao longo de vários anos. Por isso, os principais efeitos no preço dos carros devem aparecer apenas na próxima década, quando o consumidor deve sentir mais concorrência e mais opções no mercado.