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Tudo que sabemos sobre a picape sucessora da Saveiro

Nova caminhonete intermediária da Volkswagen avança no cronograma, terá versões de trabalho e lazer, motorização híbrida e dimensões para disputar espaço entre Strada e Toro.

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Tudo que sabemos sobre a picape sucessora da Saveiro

Foto de Divulgação / Crédito: Dyogo Fagundes

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Após a confirmação oficial do nome pela Volkswagen, a Tukan surge como uma das apostas mais estratégicas da marca para o mercado brasileiro. O modelo chegará com a missão de substituir a Saveiro e atuar em uma faixa intermediária, mirando tanto as versões mais completas da Fiat Strada quanto as configurações de entrada da Fiat Toro.
 
A proposta envolve versatilidade, combinando diferentes opções de carroceria, conjunto mecânico moderno e estrutura reforçada para atender públicos distintos.
 
Plataforma e produção
 
A Tukan será construída sobre a plataforma MQB A0, arquitetura já utilizada em modelos compactos da marca. Parte significativa dos componentes será compartilhada com o T Cross, incluindo a estrutura dianteira da carroceria monobloco.
 
Toda a produção ficará concentrada em São José dos Pinhais, no Paraná, unidade que já abriga a fabricação do T Cross.
 
Nome e identidade
 
 
O nome Tukan faz referência ao tucano, ave símbolo da fauna brasileira. A escolha reforça a estratégia da fabricante de manter a inicial T em grande parte de sua linha, prática já observada em diversos utilitários esportivos da marca.
 
Dimensões e posicionamento
 
As informações preliminares indicam que a picape terá proporções superiores às de modelos compactos tradicionais:
 
• Comprimento aproximado de 4,75 metros
• Entre eixos em torno de 2,80 metros
• Largura inferior a 1,80 metro
• Altura próxima de 1,70 metro
 
Esse porte permitirá à Tukan transitar entre o segmento de picapes pequenas e intermediárias.
 
Design e proposta visual
 
 
O estilo seguirá linhas inspiradas nos SUVs mais recentes da fabricante. A dianteira deverá adotar elementos visuais semelhantes aos observados em modelos como Tera e Tiguan, priorizando uma aparência robusta.
 
Entre os destaques já antecipados estão:
 
• Opções de pintura bicolor
• Santantônio com identificação do modelo
• Cores mais chamativas nas versões superiores
 
A tonalidade Amarelo Canarinho aparece como uma das apostas para reforçar a identidade do veículo.
 
Versões e configurações
 
A estratégia comercial prevê duas abordagens principais.
 
Versões de trabalho
 
Voltadas ao uso profissional, contarão com cabine simples e proposta mais funcional. O conjunto estrutural priorizará resistência e capacidade de carga, incluindo suspensão traseira com eixo rígido e molas semielípticas.
 
Versões lifestyle
 
Destinadas ao público que busca conforto e estilo, terão cabine dupla, acabamento mais refinado e maior oferta de equipamentos.
 
Motores e eletrificação
 
A gama mecânica deverá abranger diferentes níveis de desempenho.
 
Nas versões de entrada, a expectativa é pelo motor 1.0 turbo flex 200 TSI, com potência próxima de 128 cv.
 
Configurações intermediárias devem adotar o 1.4 turbo flex 250 TSI, com 150 cv e câmbio automático de seis marchas.
 
O principal avanço técnico será a introdução da motorização híbrida leve flex. A Tukan tende a inaugurar essa tecnologia em um produto nacional da marca, utilizando o motor 1.5 TSI Evo2 associado a sistema elétrico de 48 Volts.
 
Os números estimados indicam:
 
• Potência em torno de 150 cv
• Torque de 25,5 kgfm
• Transmissão DSG de sete marchas
 
Cronograma de lançamento
 
Embora já tenha sido exibida em teaser, a Tukan não chegará imediatamente às concessionárias. O planejamento atual aponta início da produção em série no primeiro trimestre de 2027, com vendas logo na sequência.
 
Novo capítulo no segmento
 
A chegada da Tukan representa um movimento relevante para a Volkswagen, que não apresenta uma picape inédita no mercado brasileiro há mais de uma década. O modelo surge como peça central na estratégia de renovação da marca e no avanço da eletrificação em veículos produzidos no país.

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