O uso de drones pela Polícia Rodoviária Federal já é realidade nas rodovias brasileiras.
Desde 2023, os equipamentos vêm sendo utilizados como ferramenta de fiscalização, ampliando o alcance das equipes e permitindo identificar infrações sem a necessidade de abordagem imediata.
Como funciona a fiscalização
Os drones atuam como uma espécie de “olho no céu”.
Drones são usados como binóculos modernos para flagrar infrações à distância. (Divulgação/Polícia Rodoviária Federal)
Leia mais em: https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/drones-da-prf-multam-motoristas/
Com câmeras de alta resolução, os aparelhos captam imagens e vídeos que são utilizados para registrar infrações.
Nesses casos, o motorista não é parado no momento da irregularidade.
A autuação pode ocorrer posteriormente, com base no videomonitoramento.
Em outras situações, a equipe pode acionar uma viatura à frente para realizar a abordagem.
Regras e regulamentação
O uso da tecnologia segue normas específicas.
As aeronaves devem ser registradas na Agência Nacional de Aviação Civil, e os agentes precisam de capacitação e certificação para operar os equipamentos.
Além disso, a legislação exige que os trechos com fiscalização por videomonitoramento estejam devidamente sinalizados.
A autorização está prevista na Resolução 909 do Contran.
Infrações mais comuns
Entre as irregularidades mais flagradas estão o uso indevido do acostamento, prática comum para ultrapassagens ou tentativa de fugir de congestionamentos.
Essa conduta é considerada infração gravíssima, com multa de R$ 880,41 e 7 pontos na CNH.
Outras infrações identificadas incluem uso de celular ao volante, falta do cinto de segurança e circulação irregular de veículos pesados na faixa da esquerda.
Tecnologia e segurança
Os drones também contam com monitoramento térmico.
Essa funcionalidade permite identificar problemas mecânicos, como superaquecimento de freios em caminhões, possibilitando a intervenção antes que ocorra um acidente.
A tecnologia tem sido aplicada principalmente em trechos de grande fluxo ou locais onde a presença de viaturas poderia comprometer o trânsito.
Estados como Minas Gerais e Santa Catarina já utilizam o recurso com maior frequência.
A tendência é que o uso da tecnologia se amplie, reforçando a fiscalização e a segurança nas rodovias brasileiras.