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Guerra no Oriente Médio pode pressionar gasolina e diesel no Brasil

Escalada entre Estados Unidos e Irã pode elevar o barril acima de US$ 100 e gerar reflexos diretos nos combustíveis e no custo do transporte.

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Guerra no Oriente Médio pode pressionar gasolina e diesel no Brasil

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

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A tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã voltou a impactar o mercado internacional de petróleo e acendeu um alerta para possíveis reflexos no preço dos combustíveis no Brasil. Especialistas apontam que, caso haja interrupção no fluxo de exportações no Oriente Médio, especialmente em regiões estratégicas como o Estreito de Hormuz, o barril pode registrar alta expressiva.
 
Atualmente, o petróleo tipo Brent oscila na faixa de US$ 70 a US$ 75. No entanto, em um cenário de escalada do conflito, o preço pode ultrapassar US$ 100 e até atingir US$ 120 ou mais em situações extremas.
 
Possíveis impactos nos postos
 
Considerando valores médios praticados no Brasil, o aumento do barril pode gerar os seguintes reflexos:
 
Gasolina (base de R$ 6,50):
Alta moderada de 5% a 10%: entre R$ 6,80 e R$ 7,15
Alta forte de 15% a 25%: entre R$ 7,50 e R$ 8,10
Alta extrema de 30% a 50%: entre R$ 8,50 e R$ 9,80
 
Diesel (base de R$ 6,00):
Alta moderada de 5% a 10%: entre R$ 6,30 e R$ 6,60
Alta forte de 15% a 25%: entre R$ 6,90 e R$ 7,50
Alta extrema de 30% a 50%: entre R$ 7,80 e R$ 9,00
 
O diesel exige atenção redobrada, pois é a principal base do transporte de cargas no país. Qualquer reajuste impacta diretamente o valor do frete e, consequentemente, os preços de alimentos, insumos industriais e produtos de consumo em geral.
 
Fatores que influenciam o preço
 
Além do valor internacional do barril, outros elementos entram na equação do preço final ao consumidor:
 
Cotação do dólar
Custos de seguro marítimo
Frete internacional
Riscos geopolíticos
Política interna de preços das refinarias
 
Se o conflito se intensificar e comprometer o fornecimento global, os reajustes podem ser relevantes no mercado interno. Por outro lado, caso haja contenção diplomática e manutenção do fluxo de petróleo, o impacto tende a ser mais especulativo e limitado.
 
O cenário segue sendo monitorado pelo mercado financeiro e pelo setor de energia, que aguardam os desdobramentos internacionais para avaliar possíveis repasses ao consumidor brasileiro.

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