Superesportivo terá mais de 1.000 cv, quatro motores, design minimalista e estreia prevista para o segundo semestre
O primeiro carro elétrico da história da Ferrari já tem nome definido. O modelo, que inicialmente era tratado como “Elettrica”, passará a se chamar Luce, termo que significa “luz” em italiano. A apresentação oficial está prevista para o segundo semestre.
Além da mudança de nomenclatura, a fabricante italiana revelou novos teasers e informações técnicas, indicando que o veículo manterá o DNA de desempenho característico da marca.
Interior aposta em minimalismo e herança histórica
O design da cabine foi desenvolvido por Jony Ive, ex-chefe de design da Apple. A proposta combina minimalismo, tecnologia e referências visuais inspiradas nos esportivos da década de 1970.
O painel de instrumentos contará com um cluster digital formado por três telas redondas, simulando elementos analógicos tradicionais. O volante multifuncional terá acabamento em alumínio e comandos posicionados para facilitar o acesso sem que o motorista retire as mãos da direção.
Entre os modos de condução estarão configurações voltadas à eficiência e ao desempenho, incluindo opções como Range, Tour e Perfo, além dos tradicionais ajustes esportivos.
Na região central, uma tela multimídia exibirá dados de entrega de potência, torque e gerenciamento de energia. Controles físicos em alumínio permanecem presentes para funções essenciais, como ar-condicionado.
Conjunto mecânico supera 1.000 cv
A Ferrari Luce será equipada com quatro motores elétricos. Dois deles estarão posicionados no eixo dianteiro e dois no eixo traseiro.
Segundo dados divulgados pela fabricante, o conjunto permitirá que a potência total ultrapasse os 1.000 cv em modo de máxima performance. A aceleração estimada de 0 a 100 km/h é de aproximadamente 2,5 segundos, enquanto a velocidade máxima projetada chega a 310 km/h.
Bateria de alta densidade energética
A bateria, integrada ao assoalho, terá capacidade de 122 kWh. A Ferrari afirma que o sistema oferecerá elevada densidade energética, além de suporte para carregamento ultrarrápido de até 350 kW.
A autonomia prevista deverá superar 530 quilômetros, conforme estimativas iniciais da própria montadora.
Ruído “quase real” chama atenção
Um dos pontos mais curiosos do projeto envolve a experiência sonora. Para compensar o silêncio típico dos veículos elétricos, a Ferrari adotará um sistema que capta vibrações mecânicas reais do trem de força.
A proposta busca oferecer um ruído mais autêntico, evitando soluções puramente artificiais já vistas em outros esportivos eletrificados.
Nova fase para a Ferrari
Com a chegada da Luce, a Ferrari inaugura oficialmente sua era elétrica. A estratégia sinaliza uma adaptação tecnológica sem abrir mão do foco em desempenho, dinâmica de condução e identidade visual.
O lançamento é tratado como um dos movimentos mais relevantes da marca italiana nos últimos anos.