Equipamento é obrigatório segundo o Código de Trânsito Brasileiro e pode render multa grave se estiver ausente, inoperante ou desligado em dias de chuva.
Muitos motoristas não sabem, mas o limpador e o lavador de para-brisa são itens obrigatórios para a circulação de veículos em vias públicas no Brasil. A exigência está prevista na Resolução nº 14/1998 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que lista os equipamentos indispensáveis para garantir a segurança no trânsito.
Essa resolução serve de base para o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). De acordo com a legislação, rodar sem o limpador de para-brisa ou com o sistema inoperante configura infração grave, sujeita às seguintes penalidades:
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Multa de R$ 195,23
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5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
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Retenção do veículo para regularização
A regra também se aplica ao lavador de para-brisa, popularmente conhecido como esguicho. Circular com o reservatório vazio ou com o sistema sem funcionamento é considerado irregular da mesma forma.
Limpador desligado na chuva também gera multa
O CTB ainda prevê punição para quem conduz o veículo com o limpador desligado durante a chuva. Mesmo que o equipamento esteja instalado e em bom estado, não utilizá-lo quando necessário também caracteriza infração grave, com as mesmas penalidades previstas para a ausência do item.
No caso do limpador traseiro, quando o veículo possui esse equipamento, ele deve ser acionado sempre que a visibilidade pelo vidro traseiro ou pelo retrovisor estiver prejudicada, como em manobras de ré ou sob chuva intensa.
Como verificar se o limpador está em boas condições
O próprio motorista pode fazer uma verificação simples em casa. Uma inspeção visual permite identificar se as palhetas estão ressecadas, rachadas ou deformadas.
Em períodos de estiagem, a recomendação é molhar bem o vidro antes de ligar o limpador, evitando danos. O funcionamento correto é aquele que remove a água de forma uniforme, sem deixar faixas e sem provocar trepidações ou ruídos excessivos.
Especialistas recomendam a troca das palhetas pelo menos uma vez por ano. Mesmo com pouco uso, o material pode se deteriorar, especialmente em regiões com alta incidência de sol e calor. O custo é baixo e a substituição ajuda a evitar multas, retenção do veículo e, principalmente, riscos à segurança.