Muito além de desligar o motor em paradas rápidas, o sistema start-stop utiliza estratégia eletrônica avançada para garantir religamento mais rápido, silencioso e eficiente, reduzindo consumo e desgaste mecânico.
O sistema start-stop tornou-se um importante aliado na busca por eficiência energética no trânsito urbano, contribuindo também com as montadoras no cumprimento de metas de emissões. Embora pareça apenas um simples “liga e desliga”, o religamento do motor envolve uma estratégia de engenharia mais sofisticada do que muitos motoristas imaginam.
A grande diferença entre dar a partida pela manhã e ver o carro “acordar” no semáforo está na forma como a central eletrônica gerencia a informação do motor.
Em uma partida convencional, com o veículo totalmente desligado, o gerenciamento eletrônico começa do zero. Segundo o engenheiro Erwin Franieck, conselheiro da SAE Brasil, nessa condição “o sistema de ignição e injeção precisa detectar o ponto morto superior de um dos cilindros para definir a próxima injeção e ignição”. Esse reconhecimento demanda tempo e energia para vencer a inércia mecânica, gerando maior esforço e leve atraso no acionamento.
Com o start-stop, o cenário é completamente diferente. Quando o veículo para, o motor não simplesmente “desliga”; ele registra sua última posição. Franieck explica que o sistema memoriza a exata posição do cilindro no momento do desligamento. Assim, antes mesmo do acionamento do motor de partida, ao tirar o pé do freio, a central eletrônica já sabe qual cilindro irá reiniciar a combustão.
Essa antecipação permite ganhar milissegundos preciosos, garantindo um religamento mais rápido, suave e silencioso. Na prática, o resultado é menor vibração, menos desperdício de combustível e redução do desgaste dos componentes mecânicos.
Graças a essa inteligência eletrônica, o start-stop não apenas economiza combustível e reduz emissões, como também melhora a experiência do motorista no trânsito urbano, tornando o uso do carro mais eficiente, confortável e economicamente vantajoso.