Câmbios modernos viram dor de cabeça e preocupam motoristas e governo

Sistemas com joystick, botões e seletores modernos já são investigados após casos reais de erro na condução

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Câmbios modernos viram dor de cabeça e preocupam motoristas e governo

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

Business

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A indústria automotiva evoluiu muito nos últimos anos, mas nem toda inovação facilita a vida de quem dirige. Na prática, alguns carros estão complicando algo simples: trocar de marcha. Montadoras começaram a adotar manoplas diferentes, abandonando o padrão tradicional que todo motorista conhece e isso já começa a gerar preocupação.
 
MANOPLAS DIFERENTES CONFUNDEM MOTORISTAS
Hoje, diversos veículos utilizam sistemas fora do padrão convencional.
 
A CAOA Chery, por exemplo, aposta em manoplas estilo joystick em modelos como Caoa Chery Tiggo 5X e Caoa Chery Arrizo 6. Já a BYD utiliza um seletor em formato de esfera em modelos como o BYD Song Pro.
 
 
O problema não está apenas no design. Muitos motoristas relatam dificuldade em entender o funcionamento desses sistemas.
 
SITUAÇÕES REAIS MOSTRAM O RISCO
Casos concretos já evidenciam o problema.
 
Uma motorista, nos Estados Unidos, ficou presa dentro de um Nissan Rogue alugado após não conseguir operar corretamente o câmbio. A situação só foi resolvida após retorno à locadora.
 
O que deveria ser uma ação básica acabou se tornando um transtorno.
 
AUTORIDADES INVESTIGAM CASOS
O tema também chamou atenção de órgãos reguladores.
 
A National Highway Traffic Safety Administration já investiga incidentes relacionados a esses sistemas. Há registros, inclusive, de casos graves, com relatos de acidentes e até vítima fatal associada ao uso incorreto.
 
Outro exemplo envolve a Chrysler, que adotou um seletor giratório na Chrysler Pacifica. O detalhe é que o comando fica próximo ao controle de volume do som, o que pode gerar confusão durante o uso.
 
FALTA DE FEEDBACK É O PRINCIPAL PROBLEMA
Segundo especialistas, a principal falha desses sistemas está no chamado “feedback”.
 
Ou seja, o motorista não tem uma resposta clara ao trocar a marcha, o que aumenta o risco de erro, principalmente para quem não está familiarizado com o veículo.
 
Além disso, muitos comandos não são intuitivos e exigem adaptação.
 
E NO BRASIL
Até o momento, não há registros oficiais de acidentes no Brasil relacionados a esse tipo de câmbio.
 
Mesmo assim, o alerta já está feito. Com a tendência de adoção dessas tecnologias, cresce também a responsabilidade das montadoras em garantir que inovação não comprometa a segurança.

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